Escolhi a religião certa?
A insistência de muitos indivíduos em proclamar a própria religião como a única verdade absoluta, sem sequer conhecer minimamente outras tradições espirituais, revela menos convicção e mais limitação intelectual. É curioso observar como, em pleno século XXI, com acesso facilitado à informação, ainda se perpetua uma postura que remonta a tempos de isolamento cultural e dogmatismo rígido. A fé, que poderia ser um instrumento de elevação moral e ampliação de consciência, acaba sendo reduzida a um mecanismo de exclusão e superioridade ilusória. Não se trata aqui de criticar a crença em si — que é legítima e profundamente humana —, mas sim o comportamento de quem transforma sua religião em um monopólio da verdade, ignorando a pluralidade que caracteriza a experiência espiritual da humanidade. O problema central não está na devoção, mas na falta de curiosidade e humildade intelectual. Aquele que nunca leu um texto sagrado diferente do seu, que jamais tentou compreender os rituais ou a f...