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CAPS (COMO ATENDER PESSOAS SOZINHAS)

 A entrada em vigor da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, representou uma mudança profunda no ordenamento jurídico brasileiro ao romper com paradigmas históricos de incapacidade civil automática e substituição de vontade. Um dos pontos mais relevantes dessa transformação foi a redefinição do instituto da curatela, que deixou de ser regra para se tornar medida excepcional, proporcional e restrita aos atos patrimoniais e negociais. Isso significa que a pessoa com deficiência, inclusive aquela com sofrimento psíquico, passou a ser reconhecida como sujeito pleno de direitos, com capacidade legal para decidir sobre sua própria vida, corpo, saúde e relações sociais. Na prática, a lógica da tutela total — que antes retirava autonomia — foi substituída pelo modelo de apoio à tomada de decisão, alinhado à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU. Portanto, o fim da curatela como mecanismo abrangent...

Voz a indignação

 No município de Nossa Senhora do Socorro, a saúde pública tornou-se um retrato preocupante da ineficiência administrativa e da falta de compromisso com a população. A atual gestão do Poder Executivo, liderada pelo prefeito e seu vice, demonstra uma incapacidade persistente de enfrentar problemas básicos que afetam diretamente a vida dos cidadãos. Falta planejamento, sobram promessas, e o resultado é um sistema de saúde fragilizado, marcado por filas intermináveis, escassez de profissionais e ausência de insumos essenciais. Não se trata apenas de limitações orçamentárias — trata-se de gestão deficiente, prioridades equivocadas e uma clara desconexão entre o discurso político e a realidade vivida nas unidades de saúde. O papel do Executivo vai muito além de administrar recursos: exige liderança, estratégia e responsabilidade social. No entanto, o que se observa é uma condução errática, sem transparência e sem resultados concretos. Programas que poderiam fortalecer a atenção básica s...

Rio de Janeiro: bonito, mas perigoso – minha experiência no trecho

Rio de Janeiro: bonito, mas perigoso – minha experiência no trecho Eu sou o Roberto, criador do  Roberto no Trecho , programa que nasceu da minha paixão por estrada, rádio e pelas histórias que a gente encontra no caminho. Já rodei boa parte desse Brasilzão com meu microfone e um coração aberto para conhecer gente, cultura e lugares. Mas confesso que há destinos que me deixaram dividido — um deles é o  Rio de Janeiro . Bonito? Demais. Mas, infelizmente, perigoso como poucos lugares que já visitei. Não é de hoje que o Rio é vendido como o cartão-postal do Brasil. O mar azul, o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor, a alegria do povo, o samba, o futebol... tudo isso é real, é encantador. Eu mesmo, quando cheguei pela primeira vez, fiquei boquiaberto com a beleza natural da cidade. Aquela combinação de montanha, floresta e mar é coisa que não se vê em outro lugar do mundo. Mas o encanto, pra mim, foi se misturando com um certo medo — e esse medo, infelizmente, foi crescendo a cada vis...

Viajando Com Pouco Dinheiro: Meu Jeito de Ver o Mundo – por Roberto, do Roberto No Trecho

  Oi, pessoal! Eu sou o Roberto, criador do canal  Roberto No Trecho  no YouTube e também lá no X (o antigo Twitter). Se você ainda não me conhece, deixa eu me apresentar rapidinho: sou um apaixonado por estrada, por conhecer gente nova e por mostrar que viajar não é um privilégio de quem tem muito dinheiro — é uma escolha, uma forma de viver, e, acima de tudo, uma questão de criatividade. Muita gente me pergunta como eu consigo viajar tanto gastando tão pouco. A resposta é simples: eu aprendi que o segredo do turismo de baixo custo é planejamento e desapego. No  Roberto No Trecho , eu compartilho dicas reais, testadas por mim, pra quem quer colocar o pé na estrada sem estourar o orçamento. Desde as rotas menos conhecidas até os esquemas pra economizar em hospedagem e alimentação, tudo o que eu falo é vivido na prática, com o pé no chão — literalmente. Eu comecei o canal com um celular simples e uma vontade enorme de mostrar que o Brasil é gigante e cheio de lugares ...

Quando a viagem se encerra — meu adeus à Viação Catedral Ltda., às linhas perdidas e à estrada que se fecha

Sou eu, Roberto, criador do projeto “Roberto No Trecho”, e venho refletir em primeira pessoa sobre um ciclo que se encerra. Já percorri rodovias, subi e desci ônibus, registrei histórias de motoristas, cobradores, passageiros — vidas que se movimentam sobre rodas. Entretanto, hoje me encontro num momento de virada. A Viação Catedral enfrentou perdas graves: cassação de linhas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), braço auxiliar (“BusX”) envolvido, e o que se assemelha a uma falência operacional — tudo isso oferece uma lição, um testemunho e, para mim, uma mudança de roteiro. Começo pela Viação Catedral, que até pouco tempo representava, no transporte rodoviário interestadual, uma das empresas que buscava manter presença ativa. Porém, em 2025, a ANTT cassou  27 mercados  da empresa, em decisão que atinge diretamente linhas interestaduais sob seu comando.  Diário do Transporte +2 Diário do Transporte +2  Ainda antes, já havia sido publicada portaria q...