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Por que virei radialista

 As memórias que moldam uma vocação costumam nascer em momentos aparentemente simples, mas carregados de significado. Para muitos brasileiros, a televisão foi essa grande escola invisível que ensinou a comunicar, emocionar e dialogar com o público. Para Roberto Ferreira Felgueiras, não foi diferente. Ao olhar para trás, ele reconhece com profunda saudade a influência de nomes que marcaram época e ajudaram a construir o imaginário popular: Flávio Cavalcante e Abelardo Barbosa. Mais do que apresentadores, eles eram fenômenos culturais, figuras que dominavam a arte de prender a atenção e criar conexão com milhões de espectadores, algo que, mesmo décadas depois, ainda ecoa na memória afetiva de quem cresceu assistindo seus programas. Flávio Cavalcante, com seu estilo firme e muitas vezes polêmico, representava uma televisão que não tinha medo de emitir opinião. Sua presença era marcante, sua postura transmitia autoridade e autenticidade. Ele não apenas apresentava programas, mas conduz...

Veganos e vegetarianos estão certos?

 No debate contemporâneo sobre alimentação e estilo de vida, o veganismo ocupa um espaço cada vez mais visível, impulsionado por preocupações éticas, ambientais e de saúde. É fundamental começar reconhecendo que toda escolha individual merece respeito, especialmente quando baseada em convicções pessoais sinceras. Há quem opte por não consumir produtos de origem animal por compaixão, por filosofia ou por crença, e esse posicionamento deve ser tratado com civilidade. No entanto, respeitar não significa concordar irrestritamente. Dentro de uma análise crítica, há quem sustente que o veganismo, apesar de bem-intencionado, entra em conflito com aspectos considerados naturais da existência humana, sobretudo quando se observa a biologia, a história evolutiva e até fundamentos culturais e religiosos. Sob a ótica biológica, muitos argumentam que o ser humano é, por natureza, onívoro com forte inclinação ao consumo de proteína animal. A dentição humana, com incisivos, caninos e molares, suge...

Repúdio a Record TV e ao apresentador Celso

  Entre a denúncia e a responsabilidade: o que se diz sobre bastidores do jornalismo televisivo Nos últimos dias, chegou à redação um relato que levanta questionamentos delicados sobre os bastidores de programas de defesa do consumidor na televisão brasileira. A denúncia envolve o programa Patrulha do Consumidor , exibido pela Record TV em São Paulo, e traz alegações que, se verdadeiras, exigiriam reflexão profunda sobre ética jornalística e a relação entre mídia e iniciativa privada. É fundamental deixar claro desde o início: tratam-se de afirmações ainda não comprovadas, que não podem ser tratadas como fatos consolidados, mas que, pelo teor, merecem ser debatidas com cautela e responsabilidade. De acordo com o conteúdo recebido, há quem sustente que, antes mesmo de determinadas denúncias irem ao ar, haveria um contato prévio com os empresários envolvidos. Segundo essa versão, a produção do programa procuraria os alvos das reportagens para apresentar uma espécie de proposta comerc...

A saudade é grande

 Ao longo da história da música brasileira, poucos artistas conseguiram imprimir uma marca tão singular quanto Lindomar Castilho. Dono de uma voz inconfundível, carregada de sentimento e intensidade, ele transformou a dor, o amor e as contradições da vida em canções que atravessaram gerações. Neste espaço, como Roberto Ferreira Felgueiras, não escrevo apenas como comunicador ou criador de conteúdo, mas como alguém que viveu a experiência rara de admirar profundamente um artista antes mesmo de conhecê-lo pessoalmente — e depois ter o privilégio de chamá-lo de amigo. Lindomar não era apenas um cantor; era um intérprete visceral da alma humana. Suas músicas não eram apenas ouvidas, eram sentidas. Havia algo de profundamente humano em cada verso, algo que dialogava diretamente com aqueles que já amaram, sofreram ou enfrentaram perdas. Antes de qualquer proximidade, fui um fã incondicional. Acompanhava sua trajetória, suas canções, sua forma única de se expressar. Para mim, como para ta...

Editorial de apoio ao influenciador de Fluminense André

 No ambiente cada vez mais inflamado das redes sociais, episódios envolvendo páginas de torcedores e influenciadores esportivos têm ganhado contornos que extrapolam o entretenimento e entram no campo da suspeita e da narrativa. É nesse contexto que surge a polêmica envolvendo a queda da página “Sentimento Tricolor”, administrada pelo influenciador André, no Instagram. Nos bastidores digitais, especialmente em canais de YouTube dedicados ao Fluminense Football Club, começaram a circular teorias sugerindo uma possível articulação de figuras importantes do clube, como o atual presidente Matheus Montenegro e o ex-presidente Mário Bittencourt. Este editorial não tem a pretensão de acusar, mas de refletir criticamente sobre o que vem sendo dito e sobre o impacto dessas narrativas no ecossistema do futebol. A primeira questão que se impõe é o papel dos influenciadores independentes dentro da dinâmica de um clube tradicional. Páginas como a de André cresceram justamente por oferecer uma vi...

A heresia

 Há um fenômeno contemporâneo que precisa ser debatido com seriedade e responsabilidade: o distanciamento entre aquilo que muitas igrejas proclamam e os ensinamentos fundamentais das Escrituras que afirmam seguir. Não se trata de atacar indivíduos, nem de promover qualquer forma de intolerância, mas sim de refletir criticamente sobre práticas institucionais que, em diversos casos, parecem contradizer os próprios fundamentos da fé que dizem representar. Ao observar esse cenário, percebe-se que o problema não está na espiritualidade em si, mas na maneira como ela tem sido interpretada, moldada e, por vezes, instrumentalizada para atender interesses que pouco dialogam com os valores centrais de humildade, serviço e verdade. Ao longo da história, a religião sempre desempenhou um papel importante na organização social e na construção moral das comunidades. Contudo, quando lideranças passam a se afastar dos princípios que deveriam orientar suas ações, cria-se uma ruptura perigosa entre d...

Editorial 18 de abril de 2026

 Como observador atento da realidade nordestina e cidadão comprometido com o debate público responsável, escrevo este artigo com o objetivo de lançar luz sobre uma questão sensível, porém urgente: os riscos estruturais que o estado de Sergipe enfrenta ao compartilhar uma extensa fronteira com a Bahia. Não se trata de fomentar alarmismo, mas de reconhecer que fatores geográficos, sociais e institucionais podem, quando negligenciados, criar condições propícias para o avanço de dinâmicas ilícitas que desafiam o poder público e afetam diretamente a população. Sergipe, sendo o menor estado da federação, possui limitações naturais em termos de efetivo policial, capacidade logística e cobertura territorial. Quando essas limitações se encontram com uma fronteira aberta, dinâmica e intensamente utilizada para circulação de pessoas e mercadorias, cria-se um ambiente que exige vigilância constante e inteligência estratégica. A Bahia, por sua vez, é um estado de grande extensão territorial e d...