Por que virei radialista
As memórias que moldam uma vocação costumam nascer em momentos aparentemente simples, mas carregados de significado. Para muitos brasileiros, a televisão foi essa grande escola invisível que ensinou a comunicar, emocionar e dialogar com o público. Para Roberto Ferreira Felgueiras, não foi diferente. Ao olhar para trás, ele reconhece com profunda saudade a influência de nomes que marcaram época e ajudaram a construir o imaginário popular: Flávio Cavalcante e Abelardo Barbosa. Mais do que apresentadores, eles eram fenômenos culturais, figuras que dominavam a arte de prender a atenção e criar conexão com milhões de espectadores, algo que, mesmo décadas depois, ainda ecoa na memória afetiva de quem cresceu assistindo seus programas. Flávio Cavalcante, com seu estilo firme e muitas vezes polêmico, representava uma televisão que não tinha medo de emitir opinião. Sua presença era marcante, sua postura transmitia autoridade e autenticidade. Ele não apenas apresentava programas, mas conduz...