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Mostrando postagens de abril 21, 2026

Incompetência do executivo e legislativo

 O bairro Fernando Collor, localizado no município de Nossa Senhora do Socorro, tornou-se ao longo dos anos um retrato incômodo da negligência do poder público municipal. Criado com a promessa de oferecer moradia digna e infraestrutura básica para centenas de famílias, o que se vê hoje é um cenário de abandono que beira o descaso institucionalizado. Ruas esburacadas, iluminação precária, ausência de saneamento adequado e equipamentos públicos insuficientes fazem parte do cotidiano dos moradores. Não se trata de uma crítica vazia ou exagerada, mas de uma constatação visível para qualquer pessoa que percorra a região. O bairro, que deveria ser símbolo de desenvolvimento urbano planejado, acabou se tornando um exemplo claro de como a falta de continuidade administrativa e de compromisso político pode comprometer a qualidade de vida de toda uma população. A precariedade da infraestrutura urbana no Fernando Collor é gritante e afeta diretamente aspectos básicos da dignidade humana. Em d...

Homenagem a um amigo

 A trajetória de Ronaldo Cunha Lima permanece como uma das mais marcantes da política nordestina, não apenas pelo que representou institucionalmente, mas pela forma singular com que soube traduzir sentimentos em palavras e ações. Poeta por vocação e político por missão, ele construiu uma imagem pública que ultrapassava o pragmatismo comum da vida partidária. Em seus discursos, havia sempre uma tentativa de elevar o debate, de imprimir humanidade em temas áridos e de lembrar que a política, antes de tudo, deveria servir às pessoas. Sua passagem pelo Senado Federal e pelo governo da Paraíba não foi apenas administrativa; foi também simbólica, carregada de gestos e de uma identidade cultural que dialogava diretamente com o povo. Ronaldo Cunha Lima não era apenas um homem público, era uma figura que conseguia emocionar, provocar reflexão e, ao mesmo tempo, manter firme sua presença nos momentos decisivos da história política paraibana. Ao longo de sua vida, enfrentou desafios que testa...

Editorial: Olha o "golpi de adivogadus"

 Em 2026, o espetáculo jurídico nas redes sociais ganhou um novo gênero: o “direito criativo instantâneo”. Nele, alguns advogados, munidos de ring light e uma confiança inabalável, anunciam a possibilidade de “transformar auxílio-doença em aposentadoria” como se estivessem oferecendo um truque de mágica — rápido, simples e, claro, com resultados garantidos. O problema é que, fora do roteiro dessas postagens cuidadosamente editadas, existe um pequeno detalhe inconveniente: o benefício chamado “auxílio-doença” não existe mais com essa nomenclatura. Desde a reforma administrativa da legislação previdenciária, o termo correto é auxílio por incapacidade temporária . Mas quem precisa de precisão técnica quando o objetivo é viralizar, não é mesmo? A ironia começa exatamente aí. Profissionais que deveriam prezar pelo rigor jurídico e pela clareza das informações optam por utilizar termos ultrapassados e, pior, promessas que não encontram respaldo na legislação. A ideia de “converter automa...