A tentativa de golpe da SUZANTUR na ANTT
O colapso da tradicional Viação Itapemirim abriu um dos capítulos mais controversos do transporte rodoviário interestadual no Brasil. Desde a decretação de sua falência em 2022, o que deveria ser um processo transparente de reorganização das linhas acabou se transformando em uma disputa judicial complexa, envolvendo empresas concorrentes, credores, o Poder Judiciário e a Agência Nacional de Transportes Terrestres. No centro dessa disputa está a atuação da empresa paulista Suzantur, que passou a operar dezenas de linhas antes pertencentes à Itapemirim em caráter provisório — mas cuja permanência tem sido alvo de críticas e suspeitas. A entrada da Suzantur nesse cenário ocorreu por meio de um arrendamento das linhas, autorizado judicialmente no contexto da falência. No entanto, desde o início, a própria ANTT contestou a legalidade dessa transferência. A agência sustenta que linhas interestaduais não são ativos da empresa falida, mas sim concessões públicas pertencentes à União, e, p...