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Minha visão sobre a polícia militar de Sergipe

 Em tempos em que a segurança pública é constantemente colocada à prova, é fundamental reconhecer o trabalho sério, comprometido e humano realizado por muitos policiais militares que atuam em Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe. Em meio a desafios diários, esses profissionais mostram que é possível exercer a autoridade com equilíbrio, respeito e firmeza, sem abrir mão da dignidade no trato com a população. Mais do que agentes da lei, são cidadãos que vestem a farda com consciência do seu papel social, buscando proteger, orientar e servir com responsabilidade. Esse tipo de postura merece não apenas destaque, mas também o reconhecimento público de uma sociedade que, muitas vezes, só se lembra da polícia nos momentos de crise. A rotina de um policial militar está longe de ser simples. Envolve riscos constantes, pressão psicológica e a necessidade de tomar decisões rápidas que podem impactar diretamente a vida das pessoas. Ainda assim, em Nossa Senhora do Socorro, há exemplos claros d...

Mitos e verdades sobre suicídio na ótica de Deus

 O tema do suicídio sempre esteve cercado por dor, silêncio e interpretações rígidas, especialmente no campo religioso. Ao longo dos séculos, consolidou-se em muitos ambientes de fé a ideia de que tirar a própria vida seria um pecado imperdoável, automaticamente condenando o indivíduo ao inferno. No entanto, quando se busca uma análise mais profunda das Escrituras e da mensagem central do Evangelho, surgem questionamentos importantes sobre essa leitura. A proposta de refletir sobre o “ponto de vista de Deus” exige cautela, humildade e, sobretudo, fidelidade ao contexto bíblico, evitando simplificações que desconsiderem a complexidade da condição humana e da graça divina. A Bíblia não apresenta, de forma direta e explícita, uma doutrina sistematizada afirmando que todo aquele que comete suicídio está condenado eternamente. Há relatos de suicídio nas Escrituras — como os de Saul e Judas —, mas eles são narrados sem a construção de uma regra teológica universal sobre o destino final d...

Por que virei radialista

 As memórias que moldam uma vocação costumam nascer em momentos aparentemente simples, mas carregados de significado. Para muitos brasileiros, a televisão foi essa grande escola invisível que ensinou a comunicar, emocionar e dialogar com o público. Para Roberto Ferreira Felgueiras, não foi diferente. Ao olhar para trás, ele reconhece com profunda saudade a influência de nomes que marcaram época e ajudaram a construir o imaginário popular: Flávio Cavalcante e Abelardo Barbosa. Mais do que apresentadores, eles eram fenômenos culturais, figuras que dominavam a arte de prender a atenção e criar conexão com milhões de espectadores, algo que, mesmo décadas depois, ainda ecoa na memória afetiva de quem cresceu assistindo seus programas. Flávio Cavalcante, com seu estilo firme e muitas vezes polêmico, representava uma televisão que não tinha medo de emitir opinião. Sua presença era marcante, sua postura transmitia autoridade e autenticidade. Ele não apenas apresentava programas, mas conduz...

Veganos e vegetarianos estão certos?

 No debate contemporâneo sobre alimentação e estilo de vida, o veganismo ocupa um espaço cada vez mais visível, impulsionado por preocupações éticas, ambientais e de saúde. É fundamental começar reconhecendo que toda escolha individual merece respeito, especialmente quando baseada em convicções pessoais sinceras. Há quem opte por não consumir produtos de origem animal por compaixão, por filosofia ou por crença, e esse posicionamento deve ser tratado com civilidade. No entanto, respeitar não significa concordar irrestritamente. Dentro de uma análise crítica, há quem sustente que o veganismo, apesar de bem-intencionado, entra em conflito com aspectos considerados naturais da existência humana, sobretudo quando se observa a biologia, a história evolutiva e até fundamentos culturais e religiosos. Sob a ótica biológica, muitos argumentam que o ser humano é, por natureza, onívoro com forte inclinação ao consumo de proteína animal. A dentição humana, com incisivos, caninos e molares, suge...

Repúdio a Record TV e ao apresentador Celso se for verdade

  Entre a denúncia e a responsabilidade: o que se diz sobre bastidores do jornalismo televisivo Nos últimos dias, chegou à redação um relato que levanta questionamentos delicados sobre os bastidores de programas de defesa do consumidor na televisão brasileira. A denúncia envolve o programa Patrulha do Consumidor , exibido pela Record TV em São Paulo, e traz alegações que, se verdadeiras, exigiriam reflexão profunda sobre ética jornalística e a relação entre mídia e iniciativa privada. É fundamental deixar claro desde o início: tratam-se de afirmações ainda não comprovadas, que não podem ser tratadas como fatos consolidados, mas que, pelo teor, merecem ser debatidas com cautela e responsabilidade. De acordo com o conteúdo recebido, há quem sustente que, antes mesmo de determinadas denúncias irem ao ar, haveria um contato prévio com os empresários envolvidos. Segundo essa versão, a produção do programa procuraria os alvos das reportagens para apresentar uma espécie de proposta comerc...

A saudade é grande

 Ao longo da história da música brasileira, poucos artistas conseguiram imprimir uma marca tão singular quanto Lindomar Castilho. Dono de uma voz inconfundível, carregada de sentimento e intensidade, ele transformou a dor, o amor e as contradições da vida em canções que atravessaram gerações. Neste espaço, como Roberto Ferreira Felgueiras, não escrevo apenas como comunicador ou criador de conteúdo, mas como alguém que viveu a experiência rara de admirar profundamente um artista antes mesmo de conhecê-lo pessoalmente — e depois ter o privilégio de chamá-lo de amigo. Lindomar não era apenas um cantor; era um intérprete visceral da alma humana. Suas músicas não eram apenas ouvidas, eram sentidas. Havia algo de profundamente humano em cada verso, algo que dialogava diretamente com aqueles que já amaram, sofreram ou enfrentaram perdas. Antes de qualquer proximidade, fui um fã incondicional. Acompanhava sua trajetória, suas canções, sua forma única de se expressar. Para mim, como para ta...

Editorial de apoio ao influenciador de Fluminense André

 No ambiente cada vez mais inflamado das redes sociais, episódios envolvendo páginas de torcedores e influenciadores esportivos têm ganhado contornos que extrapolam o entretenimento e entram no campo da suspeita e da narrativa. É nesse contexto que surge a polêmica envolvendo a queda da página “Sentimento Tricolor”, administrada pelo influenciador André, no Instagram. Nos bastidores digitais, especialmente em canais de YouTube dedicados ao Fluminense Football Club, começaram a circular teorias sugerindo uma possível articulação de figuras importantes do clube, como o atual presidente Matheus Montenegro e o ex-presidente Mário Bittencourt. Este editorial não tem a pretensão de acusar, mas de refletir criticamente sobre o que vem sendo dito e sobre o impacto dessas narrativas no ecossistema do futebol. A primeira questão que se impõe é o papel dos influenciadores independentes dentro da dinâmica de um clube tradicional. Páginas como a de André cresceram justamente por oferecer uma vi...

A heresia

 Há um fenômeno contemporâneo que precisa ser debatido com seriedade e responsabilidade: o distanciamento entre aquilo que muitas igrejas proclamam e os ensinamentos fundamentais das Escrituras que afirmam seguir. Não se trata de atacar indivíduos, nem de promover qualquer forma de intolerância, mas sim de refletir criticamente sobre práticas institucionais que, em diversos casos, parecem contradizer os próprios fundamentos da fé que dizem representar. Ao observar esse cenário, percebe-se que o problema não está na espiritualidade em si, mas na maneira como ela tem sido interpretada, moldada e, por vezes, instrumentalizada para atender interesses que pouco dialogam com os valores centrais de humildade, serviço e verdade. Ao longo da história, a religião sempre desempenhou um papel importante na organização social e na construção moral das comunidades. Contudo, quando lideranças passam a se afastar dos princípios que deveriam orientar suas ações, cria-se uma ruptura perigosa entre d...

Editorial 18 de abril de 2026

 Como observador atento da realidade nordestina e cidadão comprometido com o debate público responsável, escrevo este artigo com o objetivo de lançar luz sobre uma questão sensível, porém urgente: os riscos estruturais que o estado de Sergipe enfrenta ao compartilhar uma extensa fronteira com a Bahia. Não se trata de fomentar alarmismo, mas de reconhecer que fatores geográficos, sociais e institucionais podem, quando negligenciados, criar condições propícias para o avanço de dinâmicas ilícitas que desafiam o poder público e afetam diretamente a população. Sergipe, sendo o menor estado da federação, possui limitações naturais em termos de efetivo policial, capacidade logística e cobertura territorial. Quando essas limitações se encontram com uma fronteira aberta, dinâmica e intensamente utilizada para circulação de pessoas e mercadorias, cria-se um ambiente que exige vigilância constante e inteligência estratégica. A Bahia, por sua vez, é um estado de grande extensão territorial e d...

Escolhi a religião certa?

 A insistência de muitos indivíduos em proclamar a própria religião como a única verdade absoluta, sem sequer conhecer minimamente outras tradições espirituais, revela menos convicção e mais limitação intelectual. É curioso observar como, em pleno século XXI, com acesso facilitado à informação, ainda se perpetua uma postura que remonta a tempos de isolamento cultural e dogmatismo rígido. A fé, que poderia ser um instrumento de elevação moral e ampliação de consciência, acaba sendo reduzida a um mecanismo de exclusão e superioridade ilusória. Não se trata aqui de criticar a crença em si — que é legítima e profundamente humana —, mas sim o comportamento de quem transforma sua religião em um monopólio da verdade, ignorando a pluralidade que caracteriza a experiência espiritual da humanidade. O problema central não está na devoção, mas na falta de curiosidade e humildade intelectual. Aquele que nunca leu um texto sagrado diferente do seu, que jamais tentou compreender os rituais ou a f...

Reflexão de legalidade

 A análise da natureza jurídica dos direitos classificados como “preferenciais” no ordenamento brasileiro revela um campo fértil para controvérsias interpretativas, sobretudo quando se observam dois casos emblemáticos: o uso de vagas de estacionamento destinadas a idosos e pessoas com deficiência, e o acesso ao passe livre no transporte interestadual de passageiros. Ambos os institutos encontram respaldo em legislações federais, como o Estatuto da Pessoa com Deficiência, o Estatuto do Idoso e normas reguladas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres. No entanto, em ambos os contextos, o legislador optou por utilizar o termo “preferencial” em vez de “exclusivo”, o que abre espaço para uma reflexão teórica sobre os limites da proibição e da obrigatoriedade jurídica nesses casos. No âmbito das vagas de estacionamento, a prática consolidada nas cidades brasileiras é a de tratar tais espaços como de uso exclusivo, com penalidades administrativas severas para quem os ocupa sem cre...

Diferença entre verdade e assessoria de imprensa

 Luciano sempre foi conhecido nas redes sociais por sua postura firme e aparentemente coerente ao defender causas que, segundo ele, beneficiavam a população. Durante meses, ele elogiou com entusiasmo a nova empresa que assumiu o lugar da antiga “Azuzinha”, uma tradicional companhia rodoviária brasileira. Em seus vídeos, destacava melhorias no atendimento, renovação da frota e promessas de maior eficiência no transporte público. Seus seguidores, muitos deles usuários diários dos ônibus, confiavam em suas palavras e compartilhavam suas opiniões como se fossem relatos imparciais. No entanto, poucos sabiam que por trás daquele discurso havia um acordo financeiro que sustentava a narrativa positiva. Luciano, como tantos influenciadores modernos, transitava em uma linha tênue entre opinião pessoal e publicidade velada. Com o passar do tempo, algo mudou. De forma quase imperceptível no início, Luciano começou a adotar um tom mais crítico em suas postagens. Primeiro vieram comentários suti...

Direita aprendeu com a esquerda

 O debate político brasileiro tem sido marcado por uma crescente desconfiança em relação aos partidos, especialmente aqueles que se apresentam como representantes de causas sociais amplas, como é o caso do PSOL e de outras siglas de esquerda. Uma crítica recorrente aponta que parte de seus quadros eletivos construiu carreira mais apoiada em discurso identitário e retórico do que em experiência administrativa concreta ou capacidade de formulação de políticas públicas eficazes. Nessa leitura, haveria uma tendência de se apresentar como porta-vozes legítimos de segmentos da população sem necessariamente demonstrar preparo técnico ou histórico de gestão compatível com os desafios institucionais que assumem. Ainda que essa visão não seja unânime, ela reflete uma percepção difundida entre eleitores que esperam maior profissionalização da política. Outro ponto frequentemente levantado é o distanciamento entre discurso e prática. Críticos argumentam que parte da esquerda brasileira, ao pri...

A vergonha de Sergipe

O Banco do Estado de Sergipe (Banese) nasceu com uma missão que, em teoria, o diferencia das instituições financeiras privadas: ser um instrumento de desenvolvimento regional e inclusão econômica. Como banco público, espera-se que atue com sensibilidade social, compreendendo as realidades locais e oferecendo condições mais acessíveis para a população, especialmente para pequenos empreendedores, trabalhadores informais e cidadãos que enfrentam dificuldades no acesso ao crédito. No entanto, na prática, o que muitos clientes encontram é uma estrutura que replica — e por vezes até intensifica — a burocracia típica dos grandes bancos comerciais. Em vez de se consolidar como um agente facilitador, o Banese frequentemente se apresenta como mais um obstáculo no caminho de quem precisa de apoio financeiro, frustrando a expectativa de uma instituição verdadeiramente popular. A burocracia excessiva é um dos pontos mais criticados por quem busca serviços no banco. Processos lentos, exigências docu...

Povo alegre

 A população de Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe, carrega em si uma força admirável, construída na base da solidariedade, da resistência e da esperança. Em especial, os moradores dos bairros Piabeta e João Alves demonstram diariamente o verdadeiro significado de comunidade. São pessoas que enfrentam desafios com dignidade, que acordam cedo, que lutam por seus objetivos e que, acima de tudo, mantêm viva a chama da união. Não é raro ver vizinhos se ajudando, famílias compartilhando o pouco que têm e jovens buscando caminhos honestos para crescer na vida. Essa essência coletiva transforma esses bairros em espaços de humanidade pulsante, onde o valor das relações supera qualquer dificuldade estrutural. O que mais impressiona nesses lugares é a capacidade de manter o espírito elevado mesmo diante das adversidades. Piabeta e João Alves são exemplos claros de que a alegria não depende de luxo, mas de conexão humana. Festas de rua, encontros simples e conversas nas calçadas mostram que...

Detalhes do assassinato de Firmino

 A cidade parecia respirar em silêncio, como se cada esquina carregasse um segredo pesado demais para ser dito em voz alta. Durante anos, figuras públicas circularam entre discursos, inaugurações e promessas, construindo reputações sólidas diante da população. Um ex-governador, conhecido por sua eloquência e habilidade política, havia se afastado temporariamente da vida pública — mas retornou com força ao ser eleito senador, ampliando ainda mais sua influência. Um deputado estadual seguia no cargo, mantendo uma imagem pública firme, embora cercada por rumores. Havia também um ex-prefeito, lembrado por obras que transformaram a cidade, e outro prefeito, ainda em exercício na época, cuja morte violenta mudaria o rumo de tudo. E então havia ela: uma mulher de passado nebuloso que emergira de forma inesperada e, em pouco tempo, conquistara uma cadeira como vereadora na capital, ampliando significativamente seu alcance político. O assassinato do prefeito não foi fruto do acaso, nem de u...

Demagogia do PT

 A recorrente promessa de “acabar com o crime” volta ao centro do discurso político em períodos de pré-campanha, especialmente em estados como Bahia e Piauí, onde os atuais grupos políticos se mantêm no poder há cerca de duas décadas. A repetição desse compromisso, no entanto, levanta questionamentos legítimos sobre sua credibilidade, eficácia e coerência com a realidade observada ao longo dos anos. É inegável que a segurança pública figura entre as maiores preocupações da população. No entanto, quando governantes que já tiveram amplo tempo e estrutura institucional renovam promessas de soluções rápidas ou definitivas para problemas complexos, surge um paradoxo: se tais medidas eram viáveis, por que não foram implementadas com sucesso ao longo de tantos anos de gestão contínua? Os dados e a percepção social indicam que, apesar de políticas pontuais e operações específicas, a violência segue como um desafio persistente. Em muitos casos, há a sensação de que as ações adotadas foram i...

A verdade sobre a música

 Ao observar a cena musical brasileira a partir de 2004, percebe-se um deslocamento preocupante de critérios que outrora sustentavam a grande arte. A indústria, cada vez mais guiada por algoritmos, tendências efêmeras e estratégias de marketing, passou a privilegiar a repetição fácil em detrimento da densidade estética. Nesse contexto, o chamado “sertanejo universitário” surge como um fenômeno de massa que, embora popular, carrega em si uma contradição quase irônica: universitário no nome, mas raramente comprometido com qualquer evolução artística consistente. Letras previsíveis, arranjos padronizados e uma dependência excessiva de fórmulas comerciais transformaram o gênero em uma linha de produção musical, onde a identidade cede lugar à conveniência. Não se trata de negar o direito ao sucesso popular, mas de questionar o empobrecimento do conteúdo e a ausência de ousadia criativa que marcam boa parte dessas carreiras. É inevitável comparar essa realidade com períodos em que a músi...

Ana Hickmann não foi roubada

 O respeito às decisões judiciais é um dos pilares fundamentais de qualquer Estado democrático de direito. Quando indivíduos — especialmente figuras públicas — são chamados a cumprir determinações da Justiça, espera-se não apenas obediência formal, mas também transparência e colaboração. Isso se torna ainda mais relevante em casos que envolvem alegações complexas, como fraudes financeiras, disputas patrimoniais ou conflitos empresariais. A confiança da sociedade nas instituições depende, em grande parte, da percepção de que ninguém está acima da lei. No contexto de disputas que envolvem patrimônio e gestão financeira, a apresentação de documentos como extratos bancários, contratos e registros contábeis costuma ser essencial para o esclarecimento dos fatos. Esses elementos permitem que autoridades judiciais e peritos reconstruam eventos, identifiquem responsabilidades e assegurem que decisões sejam tomadas com base em evidências concretas. Quando há resistência ou demora no forneci...

CAPS POR QUE ATENDER PESSOAS SOZINHAS

 A entrada em vigor da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, representou uma mudança profunda no ordenamento jurídico brasileiro ao romper com paradigmas históricos de incapacidade civil automática e substituição de vontade. Um dos pontos mais relevantes dessa transformação foi a redefinição do instituto da curatela, que deixou de ser regra para se tornar medida excepcional, proporcional e restrita aos atos patrimoniais e negociais. Isso significa que a pessoa com deficiência, inclusive aquela com sofrimento psíquico, passou a ser reconhecida como sujeito pleno de direitos, com capacidade legal para decidir sobre sua própria vida, corpo, saúde e relações sociais. Na prática, a lógica da tutela total — que antes retirava autonomia — foi substituída pelo modelo de apoio à tomada de decisão, alinhado à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU. Portanto, o fim da curatela como mecanismo abrangent...